Monthly Archives: Julho 2014

Parque Estadual do Rio Vermelho

Neste final de semana visitamos um lugar novo aqui em Florianópolis. Na verdade nova é a estrutura montada pela Fatma para visitação aberta à população. Estou trazendo pra cá porque acho que vale a pena a divulgação. Para mim, toda cidade deveria ser minada de espaços verdes com estrutura de acesso, em que as pessoas pudessem ter contato com a natureza de forma a valorizar e cuidar com mais consciência do meio ambiente. Mais parques, mais ciclovias (alô, prefeito! alô, governador!), mais espaços de convivência, mais campings.

Fico muito feliz de morar em uma cidade cheia de mata nativa, com lugares quase desertos por serem pouco acessíveis, trilhas que fazem meus filhos se sentirem super aventureiros. Isso porque euzinha aqui gosto mesmo é do mato! kkkk… mas sei que a maioria da população só quer sentar sob uma árvore e ler um livro, fazer um piquenique em família, tomar um chimarrão e jogar conversa fora… enquanto admira o verde. E não tem jeito – a gente tende a cuidar mais daquilo que a gente admira, não é verdade? As crianças precisam desse contato (e os adultos também!).

Por isso é que eu curti a nova estrutura do Parque Estadual do Rio Vermelho. Com uma pequena sede e um posto da Polícia Ambiental, ele conta com a participação de uma ONG para organizar a visitação. Nosso guia foi fundamental para entendermos um pouco desse processo. Eles fazem o cuidadoso trabalho de resgatar animais e reintroduzi-los à natureza. São animais por vezes vítimas de maus tratos e do tráfico de animais, resgatados em operações da Polícia Ambiental ou trazidos pela própria população. O que acontece é que alguns deles acabam não tendo condições físicas para voltar à natureza ou são animais domesticados e que, se forem liberados, não sobreviverão. Estes são os animais que ficam ali cuidados por eles indefinidamente.Animais Partidos

Por exemplo, é o caso de vários cagados, destes que se pode comprar em pet shops, pequenininhos e bonitinhos. As pessoas compram mas não se dão conta de que aquela “tartaruguinha fofa” cresce e vive em média 40 anos. Acabam levando-as pra lá, porque não se planejaram para tanto tempo de assistência. É o mesmo caso dos papagaios domesticados, que vivem até 100 anos!

Parque Estadual do Rio Vermelho

Tem corujas sem olhos, que acreditam terem sido usadas em rituais de magia negra; macaco-prego com ferimento de fio elétrico na boca que precisa de alimentação especial. Tem um tamanduazinho lindo cuja mãe foi atropelada na rodovia local. Um outro macaquinho cuja mãe morreu e que sobreviveu apenas porque foi “adotado” por um cachorrinho poodle (esse caso eu lembro de ter visto na televisão). Além de vários pássaros com asas quebradas, em geral vindos do tráfico de animais silvestres!

Parque Estadual do Rio Vermelho

Enfim, é um lugar em que os guias se preocupam em dar explicações super interessantes sobre os hábitos de vida de cada animal e, além disso, sobre a capacidade do bicho homem de avacalhar com a natureza! Não tem como não ficar sensibilizado de alguma forma. Isso faz diferença em especial para as crianças, que estão aprendendo a se relacionar com o meio ambiente.

Parque Estadual do Rio Vermelho

Ainda é legal destacar: os guias são bilíngues. O acesso é gratuito e facilitado para pessoas com deficiência física. É possível fazer agendamento para grupos escolares. O local fecha apenas às segundas-feiras.

Parque Estadual do Rio Vermelho

O passeio é pequeno por enquanto e deve aumentar um pouco até o final do ano. Acho que poderiam bem colocar alguns bancos perto da Lagoa, um trapiche… nada que agredisse demais o local, mas que fizesse as pessoas usarem um pouquinho mais do seu tempo ali, refletindo…

Por isso a dica, para quem for lá,  é depois fazer um passeio pelas redondezas. Uma opção é a Costa da Lagoa – ali no Parque tem uma estação onde é possível pegar um barco para fazer a travessia da Lagoa.

Nós acabamos indo para a praia da Barra da Lagoa, que eu adoro, para almoçar. A criançada se acabou correndo na praia! Vocês vão me desculpar o excesso, mas essa meninada tava tão feliz se enchendo de areia que eu não consegui excluir mais fotos! (mães…)

Barra da LagoaBarra da LagoaBarra da LagoaBarra da LagoaBarra da LagoaBarra da LagoaAí alguém teve uma brilhante ideia…

Barra da LagoaE outro alguém que tem mais receio de quebrar regras aproveitou a deixa!…

Barra da LagoaBarra da LagoaBarra da LagoaBarra da LagoaE quem disse, afinal, que inverno e praia não combinam?…

Barra da Lagoa

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Lá de Casa no Ateliê da Objeteria

Gente, amanhã tem surpresa daqui pintando por outras bandas… Aliás, bandas que eu tenho adorado acompanhar! Vale a pena conferir, lá no Ateliê da Objeteria! Ficou curioso? Vou dar umas dicas: SurpresaÉ… não dá pra adivinhar, né? Então amanhã apareçam lá pra conferir! Acho que vocês vão gostar!…

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