Lá de Casa por aí – INHOTIM

Nossa, coisa bem boa editar o vídeo e ficar revisitando esse lugar! Fomos pela segunda vez a Inhotim na nossa última viagem a BH e eu não podia deixar de compartilhar por aqui! Se eu pudesse, levava cada um de vocês pela mão! Nós, brasileiros, precisamos conhecer e valorizar lugares como esse, que estão aqui embaixo dos nosso narizes pra encantar!

Eu sei… muita gente não gosta de arte. Mas eu tenho certeza de que muuuita gente vai quebrar diversos (pre)conceitos se colocar os pés nesse lugar incrível, que é capaz de provocar todos os seus sentidos!

Então… bora visitar Inhotim junto com a gente?

inhotim

Eu já vou adiantando, é muito difícil visitar e aproveitar tudo, tudo em apenas um dia de visitação… mas era o tempo que tínhamos! Então, esse nosso rolezinho ainda vai ficar devendo obras incríveis, eu confesso! De qualquer forma, aí vai o que mais nos chamou a atenção nesta visita! É só dar o play! rs

Algumas dicas:

  • Leve protetor solar e repelente!
  • Se você tiver com tempo limitado e, como nós, com crianças, vale a pena contratar os carrinhos de transporte dentro do parque, para agilizar o deslocamento lá dentro.
  • Nas quartas-feiras, a entrada é gratuita.
  • Há restaurantes com preços bem acessíveis lá dentro. Então, não se preocupe com o almoço.
  • O Instituto tem um App que oferece quase que uma visitação guiada por lá.
  • Eles têm uma agenda bem intensa de atividades acontecendo o tempo todo. Vale a pena visitar o site deles antes de ir, pra ver se tem alguma oficina de interesse para você se programar.
  • O site do Instituto para um monte de informações sobre as obras e sobre o Jardim Botânico é este! Deliciem-se!

Vou mostrar algumas das minhas obras favoritas por aqui e um tiquinho da sua história, ok?

pavilhão sônico

Este é o Pavilhão Sônico, do artista Doug Aitken. O lugar tem um buraco com 200m de profundidade na terra e, através de um sistema de microfones, traz à tona o som da terra. Uma construção circular faz o melhor aproveitamento de acústica para essa experiência incrível! Uma vibração muito legal! Os meninos ficaram super intrigados com o fato de a terra ter som próprio… rs

Junta-se à sensação sonora uma vista incrível do entorno. Verde, azul e o marrom do ferro!! Ó, Minas Gerais…

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Há uma Galeria com diversas obras imperdíveis da artista Adriana Varejão! Essa da foto se chama Celacanto Encontra Terremoto.

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Usando gesso e óleo sobre tela, ela fez uma grande pintura numa estética bem portuguesa. Só que desconstruiu esse painel e remontou em uma ordem cuidadosamente aleatória. A obra mostra o caos da relação entre o novo e o velho mundo.

Adriana Varejão

Jorge Macchi foi convidado para dar forma tridimensional a uma de suas aquarelas no Inhotim. A Piscina representa uma releitura de uma caderneta de endereços, com o velho conhecido índice alfabético. Ainda mais incrível é que, como quase tudo por lá, ela é uma obra interativa! As pessoas podem, de fato, tomar banho naquela obra de arte! Eu achei demais! rs.

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Esse domo de aço e vidro, na minha opinião, guarda uma das instalações de maior impacto do Museu. De Lama Lâmina, de Matthew Barney tomou como referência o Candomblé Baiano para representar um conflito entre Ogum, orixá do ferro, da guerra e da tecnologia e Ossana, orixá das florestas e das forças da natureza. Um trator se transforma em uma “escultura congelada num instante de instabilidade” e contrasta com uma grande “árvore” de polietileno. A obra, que já impressiona pelo próprio tamanho, mostra a tensão e o dualismo entre destruição e criação, progresso e conservação, fecundidade e morte.

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A instalação True Rouge, de Tunga, nasceu em um ritual performático em que vários atores nus interagiram com objetos pendentes (redes, madeira, vidro soprado, esponjas, bolas de sinuca…) que continham um líquido vermelho viscoso. O trabalho, que surge do poema de mesmo nome, de Simone Lane, remete aos ciclos vitais.

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true rouge

Jardim de Narciso, da artista asiática Yayoi Kusama, brinca com o mito de Narciso, ao mesmo tempo em que conversa com as alucinações que a artista tinha desde a infância, que incluíam bolinhas e pontinhos. São 500 esferas de aço que transitam em um espelho d’água geométrico, sob influência do vento, da vegetação e da água. O reflexo, distorcido, oferece uma nova forma de ver o mundo e, do ponto de vista da artista, transforma o que era um pesadelo em um sonho bom.

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yayoi kusama

Certamente entre as coisas que mais chamam a atenção por lá, está o mobiliário de Hugo França. O designer usa restos de árvores encontradas na natureza e descarte da indústria moveleira para produzir peças únicas, esculturais. Inhotim reserva 98, das 1000 peças ja produzidas por ele! hugo frança

Gente, eu sei que é um bocado de informações, né? Vou ficando por aqui nas explicações, mas ainda deixo imagens de várias outras obras e da natureza exuberante que vemos por lá, ok?

Lembrando que o site do Museu tem mais um bocado de informações incríveis para quem está planejando um passeio por lá!

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“Magic Square #5”, de Helio Oiticica

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“Pintura Velha”, de Luiz Zerbini

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“Nenhum (dos dois)”, de Doris Salcedo

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“Através”, de Cildo Meireles

Querid@s, que bom que vocês chegaram até aqui nesse passeio com a gente! Espero que vocês tenham curtido e deixo aqui a minha sugestão de incluir no roteiro de viagem lá pras Minas Gerais!

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