Pequeno manifesto de pouca importância

Hoje pela manhã foi ao ar uma entrevista que eu e meu marido demos à um jornal de televisão de relativa importância aqui no nosso estado.

Hoje em dia é coisa muito rara eu assistir televisão, mas vez ou outra eu assisto alguma entrevista como essa, com pessoas comuns e fico me questionando sobre respostas que me parecem tão estranhas. “Nossa, será que essa pessoa pensa assim mesmo? Eu, hein!?…”

A nossa entrevista era sobre educação de filhos. Por quase 1 hora conversamos com a repórter sobre coisas como o tempo que dedicamos aos filhos, a importância de estabelecer limites, a relação com uso de tecnologia, o cuidado com o excesso de brinquedos e compensações… um bocado de coisas interessantes, que dão bastante pano pra manga.

Qual não foi a minha surpresa hoje ao assistir à reportagem e perceber que as falas selecionadas foram simplesmente as que menos representam o nosso pensamento ou a nossa realidade. “Eu, hein!?…” – eu pensaria da minha resposta se não me conhecesse!…

Me parece que a edição é feita justamente para sustentar o ponto de vista do repórter e fazer o contraponto do especialista que emite o parecer final. Fico me questionando se as perguntas são assim tão premeditadas… do tipo… “Pum, ela caiu! Respondeu o que eu queria! Agora é só descartar o resto!”.

Mas aí você se pergunta… “Mas foi você que disse isso. Eu vi as palavras saindo da sua boca!”. Com certeza! Mas o fato é que a fala pinçada dessa forma não representa o nosso pensamento e nem mesmo a entrevista que demos. E isso que ela não tem qualquer teor político ou econômico… Com 1 hora de conversa focada, acho que é possível identificar o perfil de um entrevistado, não? Ou talvez o problema seja não sabermos nos expressar… Pode ser…

Longe de mim querer parecer que me considero referência pra qualquer coisa… Talvez, com sorte, eu seja referência para os meus filhos… Só isso.

Também não me senti ridicularizada em cadeia estadual! Não é esse o caso. Simplesmente eu e meu marido não pensamos e não agimos assim! Essa não é a regra. Talvez a exceção da exceção! E quando você entrevista uma pessoa não está interessado em saber da realidade dela? Hmmm… talvez não.

Mas tudo bem. É bom saber. Nessa cilada eu não caio mais! E vou passar a olhar com outros olhos respostas “estranhas” de pessoas comuns…

Você também poderá gostar de:

Add a comment...

Your email is never published or shared. Required fields are marked *

POSTS RECENTES

FAVORITOS DE TODOS OS TEMPOS