Sobre como eu queria que fosse o meu Natal

Dia 25 de dezembro: a pessoa aqui aproveita uns minutinhos de sossego e começa a ver as fotos das pessoas alheias comemorando o Natal. Mesas postas lindas, pessoas normais e felizes conversando enquanto apreciam uma ceia bem planejada, drinques apetitosos e decorados… aí a mulhé para e pensa, com ar de quem acabou de ver a morte de Macaulay Culkin em “Meu Primeiro Amor”, por quê, meu Deus? Por quê não comigo?

Não sei como foi para vocês que também são mães, mas euzinha aqui passei o dia 24 inteiro correndo atrás do tempo! Preparar minha parte da janta, embrulhar presentes, procurar o saco do Papai Noel, encher o saco desse velhinho gente boa, mas que não consegue arrumar o próprio saco… jogar 17 jogos com os filhos, que queriam que o tempo passasse mais rápido, arrumar a casa, suar, suar, suar….

E na noite de Natal? Sentar e curtir? Nada disso! Ficar andando atrás do pequeno que quer ir pra chuva, preparar 3 pratos de comida antes de comer devidamente (mas não ininterruptamente), perder a taça 20 vezes até desistir e ficar roubando um golinho de cada um…

Afe… poderia ser bem trágico, né não? Eu poderia ter cortado a antena do wireless depois dessa dramática constatação…

Mas vou contar uma coisa. Foram necessários aproximadamente 3/4 de segundo pra eu me dar conta de que todo esse perrengue tá é muito bem investido! O que seria desse meu Natal se eu não tivesse 3 gurizinhos. Dois deles na maior expectativa de encontrar o bom velhinho, ouvindo sininhos de Papai Noel onde adultos ouvem sinos de igreja, vendo vultos vermelho e branco onde adultos enxergam apenas nuvens, vendo pegadas de renas onde adultos vêem sujeira no chão… A alegria do Natal faz parte da minha infância e agora os meus filhos me trazem essa energia gostosa de volta ainda com mais intensidade. Eu AMO o Natal com crianças!

Chegará o dia em que eles estarão crescidos e aí poderemos sentar e conversar. Eles vão preparar bebidinhas gostosas, trarão amigos pra comemorarem com a gente, farão os planos da janta comigo. Vai ser bom também. Mas agora, nesse ano, é exatamente assim que eu queria o meu Natal. Eu não trocaria a felicidade de vê-los acreditar por nenhum sossego…

Filhos

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